quarta-feira, 27 de abril de 2016

Alimentos Geneticamente Modificados





                              Introdução:


Os alimentos transgênicos são geneticamente modificados com o objetivo de melhorar a qualidade e aumentar, a produção e a resistência às pragas, visando o lucro. Em algumas técnicas, são implantados fragmentos DNA de bactérias, vírus ou fungos no DNA da planta. Esses fragmentos contêm genes que codificam a produção de herbicidas. As plantas que receberam esses genes produzem as toxinas contra as pragas da lavoura, não necessitando de certos agrotóxicos. Algumas são resistentes a certos agrotóxicos, pois em determinadas lavouras precisa-se exterminar outro tipo de vegetal, como ervas daninhas, e o mesmo agrotóxico acaba prejudicando a produção total. Atualmente já começamos a conhecer alguns alimentos derivados da carne com alterações genéticas, mas a maioria dos alimentos transgênicos da atualidade é de origem vegetal, como, por exemplo, as frutas, grãos e cereais. A princípio, a intenção de modificar os alimentos parecia ser uma grande ideia para favorecer o consumidor, solucionar os problemas da fome mundial e, inclusive, favorecer a agricultura, mas com o passar dos anos, diferentes estudos determinaram que este tipo de alimento alterado apresenta uma série de riscos para a saúde, afetam as indústrias agrícolas e suas desvantagens se converteram também em um problema social, entre quem impõe o uso destes produtos e quem quer conservar os alimentos naturais.

Pontos negativos e positivos:

Pontos positivos                          

  • Aumento da produção
  • Maior resistência a pragas (vírus, fungos, bactérias e insetos)
  • Resistência aos agrotóxicos
  • Aumento do conteúdo nutricional
  • Maior durabilidade e tempo de estocagem

Pontos negativos

  • A seleção natural tende a ser maior nas plantas que não são transgênicas.
  • Eliminação de populações naturais de insetos, animais e outras espécies de plantas.
  • Aumento de reações alérgicas em determinadas pessoas
Alimentos transgênicos que já estão na cadeia alimentar:

Milho:

Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos – amido, glucose – usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.

 

Soja:

No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação - que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo, mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica). No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas. Uma delas também é resistente a insetos.

 

Arroz:

Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. Vários tipos de arroz estão sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos. Falou-se muito no golden rice, uma variedade enriquecida com beta-caroteno, desenvolvida por cientistas suíços e alemães. O "arroz dourado", com potencial de reduzir problemas de saúde ligados à deficiência de vitamina A, está sendo testado em países do sudeste asiático e na China, onde foi pivô de um recente escândalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de denúncias de que pais de crianças usadas nos testes não teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.

                     

Feijão:

A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros - livre de royalties – em 2014, o que pode ajudar o país a se tornar autossuficiente no setor. É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.

 


A causa dos alimentos transgênicos não acabarem com a fome:

 O problema da fome no mundo certamente não ocorre por falta de produção de alimentos, mas sim devido a causas socioeconômicas. Acontece que a maior parte da riqueza, especialmente nos países pouco desenvolvidos (onde ocorre a maior parte do problema), está concentrada nas mãos de uma minoria, assim os que podem comprar comida o fazem, mas os que não têm condições para isso passam fome.
        Se a questão fosse acabar com a fome, haveria maior preocupação no transporte, armazenamento, enfim, cuidados pós-colheita em geral, e assim não seriam perdidos tantos alimentos. Além disso o desperdício de comida causado por restaurantes e por nós mesmos é muito alto!
         Outro fator é a padronização dos produtos para comercialização, que também faz com que parte da produção, que não obedece esses critérios (produtos feios, pequenos ou grandes demais, manchados, etc.) seja perdida. Quem passa fome não se importa com tamanho ou cor de um alimento. Além disso existem ainda os “excedentes de produção” que costumam ocorrer, e ao invés de se fazerem doações desses alimentos, os deixam estragar, como já aconteceu há pouco tempo com a soja, que teve "excedente" de produção e empresas pagaram para ela não entrar no mercado, porque se entrasse seu preço cairia. Então por que não pagar para distribuí-la a quem não tem o que comer?
          Isso mostra que as grandes empresas, na verdade, não querem alimentar os famintos, mas sim vender sementes transgênicas usando a fome no mundo como desculpa. Além disso existe o aumento da dependência do produtor, que passa a ser um "fantoche" da empresa, pois precisa estar sempre comprando suas sementes, porque elas não podem ser reproduzidas a partir do que foi plantado - pagando um preço alto. Como se não bastasse este tipo de cultura geralmente está associada ao uso de produtos químicos produzidos pela mesma empresa.
          Enquanto que nos E.U.A. existe um número excessivo de obesos e na Europa inúmeras toneladas de alimentos são destruídas a fim de manter preços estáveis, em todo o mundo (principalmente na África) milhões de pessoas morrem de fome por motivos puramente lucristas (guerras nos países pobres geram elevados lucros aos países fabricantes de armas que coincidentemente são os mesmos que fornecem “ajuda” alimentar – curioso não?!).
            E mesmo que se considere que a produção alimentar deverá aumentar para aliviar a fome mundial, então porque não são produzidas sementes com capacidade de crescer em solos pobres, com maior conteúdo proteico por hectare, sem necessidade de fertilizantes, pesticidas, regas ou maquinaria cara, com características baratas e próprias para alimentar pessoas?
            O que se observa nas variedades já patenteadas é precisamente o oposto: as sementes requerem solos de alta qualidade, grandes investimentos em maquinaria e defensivos e por vezes apresentam uma produtividade mais baixa, em relação às variedades tradicionais.


Fontes:





Componentes: Cauê Fruteiro nº5
                      Jalile Andrade nº15
                      Mayara Bomfim nº23
                      Vinicius Vasconcelos nº34
Série: 2º CD-A 

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