quarta-feira, 27 de abril de 2016

Animais transgênicos

                                 Organismos Geneticamente Modificados

OGM é a sigla de Organismos Geneticamente Modificados, organismos manipulados geneticamente, de modo a favorecer características desejadas, como a cor, tamanho etc. Os OGMs possuem alteração em trecho(s) do genoma realizadas através da tecnologia do RNA/DNA recombinante ou engenharia genética.


Três animais transgênicos e entenda argumentos contra e a favor de seu uso
Conheça cinco deles e entenda os argumentos contra e a favor de seu uso.

Frango

Um tipo de frango transgênico que não transmite o vírus da gripe aviária foi desenvolvido por pesquisadores das universidades de Cambridge e Edimburgo, na Grã-Bretanha.
Mesmo que esteja em contato com outros frangos, o animal infectado não transmite o vírus para outros. Segundo os cientistas envolvidos, essa alteração genética tem o potencial de impedir que a doença se alastre.
Isso protegeria a saúde não apenas de aves, mas poderia também evitar que um novo vírus da gripe provocasse epidemias na população humana.
A alteração genética - uma pequena molécula desenhada especificamente para impedir que o vírus se reproduza após infectar um animal - não protege o frango contra o vírus, apenas impede que ele o transmita.
Os cientistas ressaltam que esse frango foi desenvolvido para fins de pesquisa apenas e não para o consumo humano.
O projeto permitiu que a equipe tivesse confirmação de que a alteração genética funciona. Portanto, há probabilidade de que ela seja útil no desenvolvimento, no futuro, de frangos imunes à gripe.
A equipe do Roslyn Institute da University of Edinburgh explica, no entanto, que não observou diferenças no desenvolvimento ou na saúde dos frangos transgênicos em relação aos frangos comuns. E acrescenta não ter encontrado qualquer indício de que esse frango não seja adequado para o consumo humano.
Alguns, no entanto, questionam a eficiência do frango transgênico em interromper a transmissão da gripe.
A cientista Helen Wallace, da ONG Genewatch - que monitora o uso de tecnologias de engenharia genética - disse à BBC Brasil que há a preocupação de que a transmissão do vírus continue a ocorrer sem ser detectada.
Além disso, "o vírus quer se reproduzir e evoluir. Então, uma única mutação em qualquer vírus pode alterar suas propriedades, permitindo que se transmita mais facilmente, ou tornando-o ainda mais agressivo".

Camundongo

Cada vez mais, animais transgênicos são usados por cientistas em experimentos de laboratório.
De um total de 4,11 milhões de experimentos em animais realizados na Grã-Bretanha em 2012, 1,91 milhão envolveram animais transgênicos. Isso representou um aumento de 22% no uso de cobaias transgênicos em relação ao ano anterior.
Camundongos mutantes foram os mais usados, seguidos por ratos e peixes. Também houve um aumento de 22% no uso de primatas não-humanos, entre eles, babuínos.
Também houve um aumento de 13% no número de procedimentos envolvendo animais submetidos a mutações genéticas prejudiciais.
Quaisquer que sejam os benefícios trazidos pelos experimentos, a ideia de que milhões de animais - transgênicos ou não - estejam, nesse momento, sofrendo e morrendo em laboratórios no mundo provoca o repúdio de ativistas que combatem a crueldade contra animais.

Mosca da Fruta

Um tipo de mosca da fruta transgênica, programada para a "autoextinção" poderia, de acordo com cientistas britânicos, ser um método eficiente de controle de pestes em lavouras.
A mosca, desenvolvida pela companhia Oxitec, com sede no condado de Oxfordshire, na Inglaterra, é um inseto macho que, quando se reproduz, gera apenas filhotes machos.
Isso porque as larvas fêmeas possuem um gene que as leva a morrer antes de se tornarem adultas, ou seja, são programadas para morrer.
Como resultado, após várias gerações, a população se extingue - já que os machos não conseguem encontrar fêmeas para o acasalamento.
Segundo os pesquisadores, testes com a mosca transgênica em uma estufa resultaram no "colapso da população" de moscas.
A equipe defende o uso dessa mosca transgênica como uma forma eficiente e ecológica de evitar danos às lavouras provocados pela mosca da fruta, que afeta mais de 300 tipos de plantações.
Para fazer com que a mosca transgênica se reproduza, a companhia "silencia" o gene da auto-extinção em laboratório, usando um antibiótico chamado tetraciclina. A droga funciona como um botão que desliga o transgene, permitindo que moscas fêmeas se desenvolvam. Uma vez que o antibiótico é retirado, as fêmeas deixam de sobreviver.
A ideia é que milhares de machos transgênicos sejam soltos no ambiente. Segundo os pesquisadores, rapidamente, começa a haver um desequilíbrio na proporção entre moscas machos e fêmeas, o que torna aquela população insustentável.
"Na área onde se faz essa operação, os índices de população (da mosca de fruta) diminuem rapidamente, reduzindo massivamente os danos às plantações", disse um dos autores do estudo, Philip Leftwich, da University of East Anglia e da Oxitec, à BBC.
O especialista diz que o próximo passo são testes de campo, fora do laboratório. Para isso, no entanto, a empresa precisa da aprovação do governo.
A cientista Helen Wallace, da ONG Genewatch - que monitora o uso de tecnologias de engenharia genética - faz sérias críticas ao projeto.
Segundo ela, os efeitos, a longo prazo, da liberação de milhões de moscas transgênicas no ambiente seriam impossíveis de prever.
Ela alerta também para possíveis riscos à saúde caso larvas das fêmeas mortas sejam deixadas dentro dos alimentos.
E acrescenta que, a longo prazo, o mecanismo de "auto-extinção" pode falhar, à medida que moscas desenvolvam resistência ou se reproduzam em locais contaminados pelo antibiótico tetraciclina, bastante usado na agricultura.

Cientistas criam primeiros macacos geneticamente modificados

Pesquisadores chineses produziram em laboratório dois animais com mutações. É o primeiro passo para o estudo em primatas de doenças como Alzheimer ou Parkinson, que ainda intrigam os cientistas


Pela primeira vez, uma equipe de cientistas criou dois macacos que nasceram com dois genes modificados por meio da técnica CRISPR/Cas9. 
Para fazer os transgênicos, pesquisadores ligados à Universidade Médica de Nanjing, na China, e a laboratórios de pesquisas genéticas e biomédicas do país, usou o sistema de edição genética que se tornou popular no ano passado. A técnica CRISPR/Cas9, que havia sido utilizada com sucesso em ratos e camundongos, pela primeira vez funcionou em primatas. Adaptada das bactérias, ela possibilita a mutação de genes específicos, sem alterar outros pedaços do genoma.
Os macacos cinomologos (Macaca fascicularis) foram escolhidos por seu tamanho e semelhanças com os humanos. Para conseguir criar os dois filhotes transgênicos, os cientistas tentaram modificar em quinze embriões três genes envolvidos em doenças como diabetes e câncer. O sequenciamento do DNA mostrou que a mutação de oito desses embriões tinha sido bem-sucedida para dois dos genes-alvo. O próximo passo foi inserir esses embriões em fêmeas. Uma delas foi capaz de gerar dois filhotes gêmeos.
Os modelos não apresentaram nenhuma outra mutação em seu genoma, o que leva a crer que a CRISPR/Cas9 não causa nenhum efeito colateral ao ser utilizada em macacos. "Com a precisão genética do sistema CRISPR, esperamos que muitos modelos de doenças possam ser gerados em macacos, o que trará um avanço significativo ao desenvolvimento de estratégias terapêuticas em pesquisas biomédicas", afirmou Weizhi Ji, um dos autores da pesquisa, do Laboratório Yunnan Key de Pesquisas Biomédicas em Primatas, na China.
Avanço Científico - A pesquisa chinesa pode ajudar cientistas de todo o mundo a estudar doenças causadas por mutações genéticas como diabetes, Parkinson ou Alzheimer. Por meio do estudo em modelos animais parecidos com humanos, seria possível compreender o funcionamento dessas enfermidades e desenvolver métodos mais eficazes de diagnóstico e tratamento.
A técnica CRISPR permite um tipo de edição genética singular no genoma dos macacos. Desde 1989, cientistas promovem alterações em animais inserindo genes a mais ou promovendo a modificação de um gene, que, cruzado com outro, geram descendentes. A nova técnica permite que a mudança seja provocada em apenas uma geração, diretamente no animal a ser estudado.
O risco de mutações fora dos genes-alvo não observado pela equipe chinesa. "Essa pesquisa é realmente importante para nós. Ela desenvolve uma ferramenta poderosa para gerarmos animais o mais próximo possível de humanos. Temos agora um modelo que podemos manipular geneticamente para estudar doença humanas", afirma Lygia da Veiga, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da Universidade de São Paulo (USP).
Aposta para 2014 - A criação de macacos transgênicos com sistemas imunológicos enfraquecidos ou desordens cerebrais causadas pela técnica de edição genética CRISPR foi uma das apostas da revistaNature para 2014. A pesquisa da equipe chinesa mostra que já é possível a criação de macacos que ajudem pesquisadores a compreender como funcionam doenças ainda enigmáticas para os cientistas, como as que envolvem a mutação simultânea de vários genes.
Ainda não existem padrões éticos para determinar até onde podem ir as alterações genéticas aceitáveis feitas em animais como os macacos cinamologos e outros primatas. "Não sabemos se a sociedade contemporânea ainda aceita experimentos com macacos. Será que vamos querer pagar o preço de aumentar as pesquisas com primatas?", questiona a pesquisadora.

                                                   Fontes:








                                                                           nome: Igor almeida n°33
                                                                           nome: Guilherme Paixão n°11

Nenhum comentário:

Postar um comentário