Tire
os rótulos, tire direito de escolha do consumidor.
O mundo mudou, já
não vivemos como antigamente, não produzimos como antigamente,
nossa agricultura sofreu mudanças para atender a alta demanda por
parte do elevado número de indivíduos no planeta, assim, as
técnicas usadas outrora já não são tão eficazes no
desenvolvimento de produtos de qualidade e com o menor custo de
produção possível. Para contornar essa situação, são feitas
pesquisas a fim de encontrar soluções para os problemas mais
comuns, como por exemplo, as pragas.
Em meio ao uso
exagerado de agrotóxicos e outros métodos para o combate de pragas,
os cientistas encontraram um novo caminho para seguir: os
transgênicos.
Os alimentos
transgênicos são organismos que foram geneticamente modificados com
o intuito de gerar produtos de maior qualidade, resistentes às
pragas e aumentar a produção, visando o lucro do fazendeiro. Para
isso, são introduzidos pedaços do DNA de outros seres, como
bactérias, vírus e fungos, aproveitando caracteristicas desses na
planta desejada. Infelizmente, não temos como dizer se há algum
risco no consumo desses alimentos, as pesquisas, quando comparadas
umas com as outras, são muitas vezes inconclusivas, tendenciosas e
contraditórias, o que nos deixa com uma interrogação a respeito do
assunto.
A liberação dos
produtos transgênicos no Brasil foi em 1995, gerou diversos debates
e causou uma certa polêmica, até que em 2003 foi publicado o
decreto de rotulagem (4680/2003), que obriga as empresas e vendedores
de alimentos à rotular com um T preto dentro de um triângulo os
produtos que possuem mais de 1% de matéria-prima transgênica.
Desde 2007, membros
da bancada ruralista no parlamento buscam a remoção da
obrigatoriedade do uso de rótulos nesses alimentos, tendo como
principal argumento que os transgênicos serão a solução para a
fome no mundo e que devemos seguir o exemplo do mercado
internacional, adotando o uso de transgênicos como algo seguro.
No dia 28 abril de
2015 o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei
4148/08, proposto deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com
a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com
organismos geneticamente modificados (OGM), como óleo de soja, fubá
e outros produtos derivados. O texto disciplina as informações que
devem constar nas embalagens para informar sobre a presença de
ingredientes transgênicos nos alimentos. Na prática, o projeto
revoga o Decreto 4.680/03, que já regulamenta o assunto. Enquanto
isso a CTT(Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação
e Informática) rejeita essa proposta, mesmo assim, o projeto ainda
precisaria ser analisado pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS e
de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle
(CMA).
Fato é que, mesmo
com polêmicas, o consumidor ainda deve ter o direito de escolher se
quer consumir esse tipo de alimento, a retirada dos rótulos não
deve ser vista como algo libertador ou como a quebra de uma barreira
para a evolução, uma frase muito conhecida define o que devemos
fazer, “É melhor previnir do que remediar”, as consequências
por conta dos transgênicos devem ser estudadas, para que assim
possamos evitar problemas futuros.
Componente(s):
Matheus Vinícius Barreto de Farias Nº19 2ºCDB
Links:
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/(acesso:
26/04/2016).
http://www.infoescola.com/genetica/alimentos-transgenicos/(acesso:
26/04/2016).
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252010000200005(acesso:
26/04/2016).
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CONSUMIDOR/486822-APROVADO-PROJETO-QUE-DISPENSA-SIMBOLO-DA-TRANSGENIA-EM-ROTULOS-DE-PRODUTOS.html
(acesso: 26/04/2016).
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/10/13/projeto-que-desobriga-indicacao-de-ingrediente-transgenico-em-alimentos-e-rejeitado-pela-cct (acesso:
26/04/2016).
Nenhum comentário:
Postar um comentário