Organismos Transgênicos
Organismos transgênicos são organismos que, com técnicas de Engenharia Genética, sofreram alterações no seu material genético. Essa alteração recombina características de uma forma que naturalmente não aconteceria. A recombinação artificial tem como objetivo a obtenção de características específicas de um determinado organismo. As variedades são criadas normalmente para resistir pragas e doenças, para se adaptarem a condições meteorológicas ou para produzirem mais alimentos e/ou sementes.
Obtenção das plantas transgênicas
Plantas transgênicas são obtidas pela engenharia
genética, através da transferência de genes que codificam para características
desejáveis, de um organismo quaisquer para a espécie que se quer transformar. Plantas transgênicas são produzidas
principalmente quando o gene que se quer introduzir não existe na espécie, e
portanto a transferência sexual (cruzando-se duas plantas, como no melhoramento convencional) não pode ser realizada.
Uma vez obtida a primeira planta transgênica para um determinado evento (gene),
a obtenção de outras variedades transgênicas para este evento é feita como
qualquer outra característica em um programa de melhoramento, ou seja,
cruzando-se a planta transgênica com diversas variedades, e selecionando-se as
progênies superiores. Por exemplo, todas as variedades de soja transgênica
resistentes ao herbicida Glifosato (conhecidas como soja Roundup Ready) tem
como origem do gene, uma única planta.
Benefícios
Ø Aumento na
produtividade
A chamada primeira geração de produtos
transgênicos teve como objetivo reduzir os custos de produção e melhorar a
rentabilidade dos produtores. Grande parte das variedades transgênicas hoje
confere resistência a algum tipo de praga, ou tolerância a algum tipo de
herbicida. Plantas transformadas com o gene Bt, que codifica a toxina produzida
pela bactéria do solo Bacillus thuringiensis, e que é tóxica para muitos tipos
de insetos, necessitam de menor quantidade de inseticidas, reduzindo o custo de
produção e aumentando a produtividade, por reduzir os danos causados pelas
pragas. Alguns trabalhos realizados na Universidade da Carolina do Norte têm
demonstrado que a economia de inseticida e/ou o aumento na produtividade tem
incrementado a rentabilidade de produtores de milho Bt em US$ 7,00 a US$ 36,00
por ha nos EUA. Lavouras cultivadas com variedades tolerantes ao herbicida
Glifosato, além de sofrerem menor competição com as plantas invasoras, permitem
uma economia
no custo dos herbicidas. O mesmo estudo citado acima relata um aumento na
rentabilidade de lavouras de soja tolerantes ao herbicida Glifosato de US$
14,00 por ha, nos EUA. Além disso, estes dois tipos de variedades transgênicas
trazem benefícios ao meio ambiente, pela redução do uso de agrotóxicos nas
lavouras. No ano de 2000 foram cultivados, em todo o mundo, 32,8 milhões de ha
de lavouras com variedades tolerantes ao herbicida Glifosato, 8,3 milhões de ha
com variedades resistentes a insetos (Bt), e ainda 3,1 milhões de ha com
variedades que eram simultaneamente tolerantes ao herbicida e resistentes a
insetos.
Ø Melhoria na
qualidade dos produtos
Na segunda geração de produtos transgênicos, que
estamos vivendo agora na pesquisa, os esforços estão focados na obtenção de
produtos com melhor qualidade nutricional. Assim, variedades com uma melhor
composição de ácidos graxos no óleo, e de aminoácidos na proteína, vem sendo
obtidas, além de incrementos nos níveis de diversos tipos de vitaminas. A
melhoria na qualidade dos grãos alimentares pode auxiliar na redução dos
elevados índices de desnutrição nos países subdesenvolvidos e em
desenvolvimento. Por exemplo, o "arroz dourado", obtido através da
engenharia genética, produz dezenas de vezes mais ferro nos grãos, do que as
variedades convencionais. Este tipo de produto pode ser um grande auxílio para
o combate a anemia em muitos países da África, e em algumas regiões do nordeste
brasileiro, onde o arroz é à base da alimentação da população mais pobre.
Também nos países desenvolvidos, a melhoria na qualidade dos produtos agrícolas pode contribuir para que a população consuma produtos mais
saudáveis. Um exemplo é a soja rica em ácido oleico, cujo óleo além de ser mais
estável é mais saudável. A melhoria na qualidade dos produtos que serão
utilizados na fabricação de ração para os animais pode melhorar a conversão
alimentar, reduzindo além dos custos, a quantidade de dejetos produzidos, com
claros benefícios para o meio ambiente. Além disso, na chamada terceira geração
de produtos transgênicos, os grãos utilizados na formulação de rações poderão
conter vacinas para diversos tipos de doenças.
Riscos associados às plantas transgênicas
Ø Riscos a
saúde humana
Não existe nenhum relato de que plantas
transgênicas provoquem danos a saúde. O principal foco dos opositores da
tecnologia de plantas transgênicas aponta para o risco de surgirem doenças
resistentes a alguns antibióticos. Isto se deve ao fato de que o plasmídio
utilizado para a transformação das plantas geralmente contém também um gene
para resistência a um antibiótico. Especialistas da área de saúde tem afirmado
que em pessoas que consomem muitos produtos transgênicos, o gene para
resistência ao antibiótico poderia passar do alimento para as células do seu
organismo. Por este motivo, as técnicas atuais de transformação de plantas,
utilizadas para a obtenção de plantas transgênicas não utilizam mais plasmídios
com genes para resistência a antibióticos. Outra questão comumente abordada é a
de que os transgenes podem produzir compostos alergênicos a certas pessoas. Ou
seja, se algumas pessoas são alérgicas a batata, e o milho foram transformados com o gene
da batata que provoca alergia, estas pessoas também terão alergia ao consumirem
este milho. Por este motivo, cada evento deve ser avaliado individualmente, e
os órgãos que regulamentam a liberação das plantas transgênicas para o cultivo
e comercialização têm condições de avaliar todos os potenciais riscos de um
determinado evento. No Brasil isto é feito pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança
(CTNBio) que é uma comissão especial do Ministério da Ciência e Tecnologia que
regulamenta as atividades relacionadas com pesquisa, transporte e
comercialização de organismos transgênicos e seus derivados. Todo evento
transgênico antes de ser liberado, deve apresentar, entre outras
características de segurança, o que se chama de "equivalência
substancial", que significa que o alimento produzido com este produto é
substancialmente equivalente ao alimento produzido pela mesma espécie vegetal,
não transgênica.
Ø Riscos para
o ambiente
Existe grande polêmica quando se trata dos riscos das plantas
transgênicas ao ambiente. Por exemplo, para o caso do uso da toxina do Bt,
alguns setores apontam para o risco das pragas tornarem-se resistentes ao Bt,
uma vez que estão constantemente em contato com o produto, diferentemente de
quando o Bt é pulverizado na lavoura, quando o contato é por um tempo menor. O
uso continuado, e em extensas áreas contínuas, de plantas com a tecnologia Bt
pode exercer uma forte pressão de seleção, cujo resultado poderá ser insetos
resistentes ao Bt. Até o momento não foi registrado nenhum caso de resistência
de insetos ao Bt, obtido em função do uso de plantas transgênicas ou da
pulverização do inseticida nas lavouras. Mas para prevenir o surgimento de
insetos resistentes, os obtentores tem recomendado o cultivo de cerca de 20% da
área com variedades sem o gene Bt, para servir como refúgio para os insetos, e
diminuir a pressão de seleção. Nestas áreas, o controle convencional dos insetos,
com o uso de inseticidas químicos ou biológicos, deve ser utilizado.
Se por um lado alguns grupos estão preocupados com a perda de
eficiência do Bt, pelo surgimento de insetos resistentes, outros estão
preocupados com o efeito do Bt sobre insetos não alvos. Um exemplo clássico é o
da borboleta monarca, nos Estados Unidos. Um estudo feito em laboratório, por
pesquisadores da Universidade de Cornell demonstrou que larvas desta borboleta
alimentadas com pólen de milho Bt apresentavam maior mortalidade do que aquelas
alimentadas com pólen de milho sem o gene Bt. Este trabalho, publicado na
revista Nature em 1999, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo,
causou grande impacto, e gerou muita polêmica. Embora os próprios autores
afirmassem em seu trabalho que a pesquisa não representava as condições
naturais de alimentação da lagarta, este trabalho forneceu subsídios para os
oponentes das plantas transgênicas para combaterem ainda mais fortemente esta
tecnologia. Recentemente foram publicados estudos mais completos, levando em
conta os hábitos alimentares da lagarta. Estes novos estudos concluíram que a
mortalidade deste inseto, que na fase adulta é uma borboleta ornamental muito
bonita, é menor do que 1% em lavouras cultivadas com milho Bt, ou seja, muito
menor do que com o uso de inseticidas.
Outra questão importante do ponto de vista ambiental é a
possibilidade de transferência dos genes que conferem resistência a herbicidas,
para as plantas daninhas, por hibridação natural. Neste caso, poderia ser
criada uma superplanta daninha. Esta também é uma questão a ser avaliada pelo
órgão que regulamenta as plantas genéticas (CTNBio, no Brasil), antes de
liberar uma variedade transgênica para o cultivo. Por exemplo, no Brasil não há
relato de nenhuma planta daninha que se tenha hibridado (por cruzamento
natural) com a soja. Também no Brasil não existem, em condições naturais, os
parentes silvestres do milho. Então praticamente não há risco destas culturas
transferirem seus genes para outras espécies. Já no México, que é o centro de
origem do milho, existem muitos parentes silvestres do milho, e o uso de milho
transgênico neste país deve ser visto com
cautela.
Alguns alimentos transgênicos
Ø Milho
Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e
do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários
subprodutos - amido, glicose - usados em alimentos processados (salgadinhos,
bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o
produto.
O milho puro transgênico não é vendido para
consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicas
são proibidos para consumo - exceto um tipo de batata, que recentemente foi
autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos
Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.
Ø Óleos de
cozinha
Os óleos extraídos de soja, milho e algodão,
os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas - e cujas sementes
são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o
mercado mundial - chegam às prateleiras com a reputação "manchada"
mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. No
processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente
eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países
da UE.
Ø Soja
No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das
commodities, vai parar no bucho dos animais de criação - que não ligam muito se
ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo
humano é o óleo (ver acima), mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de
frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que
tenham vindo de soja não transgênica). No Brasil, onde a soja transgênica ocupa
quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco
variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas - uma delas também é resistente
a insetos.
Ø Mamão
papaia
Os Estados Unidos são o maior importador de papaia do mundo -
a maior parte vem do México e não é transgênica. Mas muitos americanos apreciam
a papaia local, produzida no Havaí, Flórida e Califórnia. Cerca de 85% da papaia
do Havaí, que também é exportada para Canadá, Japão e outros países, vem de uma
variedade geneticamente modifica para combater um vírus devastador para a
planta. Não é vendida no Brasil, nem na Europa.
Ø Queijo
Aqui não se trata de um alimento derivado de um
OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu
processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios,
era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos - um procedimento custoso
e "cruel". Biotecnólogos modificaram micro-organismos como bactérias,
fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes
produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que
esses micro-organismos são mortos. A quimosina resultante deste processo - e
que depois é inserida no soro do queijo - é tida como idêntica à que era
extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados
por OGMs e está no mercado desde os anos 90. Notem que o queijo, em todo seu
processo de produção, só teve contato com a quimosina - que não é um OGM, é um
produto de um OGM. Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por
isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.
Ø Pães, bolos
e biscoitos
Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão,
continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades
geneticamente modificadas em vista. Mas vários ingredientes usados em pão e
bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena),
óleo e agentes emulsificantes como lecitina. Outros componentes podem derivar de
milho transgênico, como glicose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais
comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como ácido
ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos
transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.
Animais Transgênicos
Como os animais transgênicos podem contribuir com os humanos, os animais transgênicos estão sendo muito utilizados para a descoberta e desenvolvimento de tratamentos para várias doenças humanas. A transgenia em animais de grande porte pode ser muito importante para a produção de proteínas, com grande interesse comercial, em grandes escalas.
Os animais auxiliam em pesquisas que aumentam o conhecimento da biologia
humana, e esses conhecimentos melhoram a qualidade de vida humana. Os
benefícios biotecnológicos do uso de
animais podem ser divididos em três
grupos no mínimo : Agricultura, medicina e indústria.
Na agricultura, a
transgenia permite a criação de animais
de grande porte com características que
são muito importantes para o comércio.
Existem vacas transgênicas que produzem
mais leite, ou leite com menos lactose ou colesterol, porcos e gado
transgênicos com mais carne e ovelhas transgênicas que produzem mais lã. Muitos esforços ainda estão sendo feitos para que seja
possível produzir animais mais resistentes a doenças, mas para isso, é
necessário que seja identificados os genes responsáveis por essas resistências.
As aplicações médicas
são várias e incluem o polêmico xenotransplante, ou seja, transplante de órgãos animais para os seres humanos.
Análise/Conclusão
Foi analisado e discutido por todas as integrantes do grupo
ambos os lados (produtos X consumidores) e podemos concluir que, mesmo as
mudanças genéticas sendo benéficas para o aumento da produção e ganho de lucro,
por motivos de degradação do meio ambiente e pequenos riscos a saúde humana, o método
natural foi o mais aceito.
FONTES:
Acesso: 23 de Abril de 2016
Integrantes:
Gabriela Mathias Nº 9 2º CD-B
Glórya Maria Nº 10 2º CD-B
Regiane Medeiros Nº 23 2º CD-B
Suelen Augusta nº 24 2º CD-B







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