quinta-feira, 28 de abril de 2016

Plantas e animais transgênicos


Organismos Transgênicos

Organismos transgênicos são organismos que, com técnicas de Engenharia Genética, sofreram alterações no seu material genético. Essa alteração recombina características de uma forma que naturalmente não aconteceria. A recombinação artificial tem como objetivo a obtenção de características específicas de um determinado organismo. As variedades são criadas normalmente para resistir pragas e doenças, para se adaptarem a condições meteorológicas ou para produzirem mais alimentos e/ou sementes.


     Obtenção das plantas transgênicas


   Plantas transgênicas são obtidas pela engenharia genética, através da transferência de genes que codificam para características desejáveis, de um organismo quaisquer para a espécie que se quer transformar.  Plantas transgênicas são produzidas principalmente quando o gene que se quer introduzir não existe na espécie, e portanto a transferência sexual (cruzando-se duas plantas, como no melhoramento convencional) não pode ser realizada. Uma vez obtida a primeira planta transgênica para um determinado evento (gene), a obtenção de outras variedades transgênicas para este evento é feita como qualquer outra característica em um programa de melhoramento, ou seja, cruzando-se a planta transgênica com diversas variedades, e selecionando-se as progênies superiores. Por exemplo, todas as variedades de soja transgênica resistentes ao herbicida Glifosato (conhecidas como soja Roundup Ready) tem como origem do gene, uma única planta.

     Benefícios


  Ø Aumento na produtividade

      A chamada primeira geração de produtos transgênicos teve como objetivo reduzir os custos de produção e melhorar a rentabilidade dos produtores. Grande parte das variedades transgênicas hoje confere resistência a algum tipo de praga, ou tolerância a algum tipo de herbicida. Plantas transformadas com o gene Bt, que codifica a toxina produzida pela bactéria do solo Bacillus thuringiensis, e que é tóxica para muitos tipos de insetos, necessitam de menor quantidade de inseticidas, reduzindo o custo de produção e aumentando a produtividade, por reduzir os danos causados pelas pragas. Alguns trabalhos realizados na Universidade da Carolina do Norte têm demonstrado que a economia de inseticida e/ou o aumento na produtividade tem incrementado a rentabilidade de produtores de milho Bt em US$ 7,00 a US$ 36,00 por ha nos EUA. Lavouras cultivadas com variedades tolerantes ao herbicida Glifosato, além de sofrerem menor competição com as plantas invasoras, permitem uma economia no custo dos herbicidas. O mesmo estudo citado acima relata um aumento na rentabilidade de lavouras de soja tolerantes ao herbicida Glifosato de US$ 14,00 por ha, nos EUA. Além disso, estes dois tipos de variedades transgênicas trazem benefícios ao meio ambiente, pela redução do uso de agrotóxicos nas lavouras. No ano de 2000 foram cultivados, em todo o mundo, 32,8 milhões de ha de lavouras com variedades tolerantes ao herbicida Glifosato, 8,3 milhões de ha com variedades resistentes a insetos (Bt), e ainda 3,1 milhões de ha com variedades que eram simultaneamente tolerantes ao herbicida e resistentes a insetos.

  Ø Melhoria na qualidade dos produtos

      Na segunda geração de produtos transgênicos, que estamos vivendo agora na pesquisa, os esforços estão focados na obtenção de produtos com melhor qualidade nutricional. Assim, variedades com uma melhor composição de ácidos graxos no óleo, e de aminoácidos na proteína, vem sendo obtidas, além de incrementos nos níveis de diversos tipos de vitaminas. A melhoria na qualidade dos grãos alimentares pode auxiliar na redução dos elevados índices de desnutrição nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Por exemplo, o "arroz dourado", obtido através da engenharia genética, produz dezenas de vezes mais ferro nos grãos, do que as variedades convencionais. Este tipo de produto pode ser um grande auxílio para o combate a anemia em muitos países da África, e em algumas regiões do nordeste brasileiro, onde o arroz é à base da alimentação da população mais pobre. Também nos países desenvolvidos, a melhoria na qualidade dos produtos agrícolas pode contribuir para que a população consuma produtos mais saudáveis. Um exemplo é a soja rica em ácido oleico, cujo óleo além de ser mais estável é mais saudável. A melhoria na qualidade dos produtos que serão utilizados na fabricação de ração para os animais pode melhorar a conversão alimentar, reduzindo além dos custos, a quantidade de dejetos produzidos, com claros benefícios para o meio ambiente. Além disso, na chamada terceira geração de produtos transgênicos, os grãos utilizados na formulação de rações poderão conter vacinas para diversos tipos de doenças.
       

   Riscos associados às plantas transgênicas


  Ø Riscos a saúde humana

     Não existe nenhum relato de que plantas transgênicas provoquem danos a saúde. O principal foco dos opositores da tecnologia de plantas transgênicas aponta para o risco de surgirem doenças resistentes a alguns antibióticos. Isto se deve ao fato de que o plasmídio utilizado para a transformação das plantas geralmente contém também um gene para resistência a um antibiótico. Especialistas da área de saúde tem afirmado que em pessoas que consomem muitos produtos transgênicos, o gene para resistência ao antibiótico poderia passar do alimento para as células do seu organismo. Por este motivo, as técnicas atuais de transformação de plantas, utilizadas para a obtenção de plantas transgênicas não utilizam mais plasmídios com genes para resistência a antibióticos. Outra questão comumente abordada é a de que os transgenes podem produzir compostos alergênicos a certas pessoas. Ou seja, se algumas pessoas são alérgicas a batata, e o milho foram transformados com o gene da batata que provoca alergia, estas pessoas também terão alergia ao consumirem este milho. Por este motivo, cada evento deve ser avaliado individualmente, e os órgãos que regulamentam a liberação das plantas transgênicas para o cultivo e comercialização têm condições de avaliar todos os potenciais riscos de um determinado evento. No Brasil isto é feito pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que é uma comissão especial do Ministério da Ciência e Tecnologia que regulamenta as atividades relacionadas com pesquisa, transporte e comercialização de organismos transgênicos e seus derivados. Todo evento transgênico antes de ser liberado, deve apresentar, entre outras características de segurança, o que se chama de "equivalência substancial", que significa que o alimento produzido com este produto é substancialmente equivalente ao alimento produzido pela mesma espécie vegetal, não transgênica.
  
     Ø Riscos para o ambiente

         Existe grande polêmica quando se trata dos riscos das plantas transgênicas ao ambiente. Por exemplo, para o caso do uso da toxina do Bt, alguns setores apontam para o risco das pragas tornarem-se resistentes ao Bt, uma vez que estão constantemente em contato com o produto, diferentemente de quando o Bt é pulverizado na lavoura, quando o contato é por um tempo menor. O uso continuado, e em extensas áreas contínuas, de plantas com a tecnologia Bt pode exercer uma forte pressão de seleção, cujo resultado poderá ser insetos resistentes ao Bt. Até o momento não foi registrado nenhum caso de resistência de insetos ao Bt, obtido em função do uso de plantas transgênicas ou da pulverização do inseticida nas lavouras. Mas para prevenir o surgimento de insetos resistentes, os obtentores tem recomendado o cultivo de cerca de 20% da área com variedades sem o gene Bt, para servir como refúgio para os insetos, e diminuir a pressão de seleção. Nestas áreas, o controle convencional dos insetos, com o uso de inseticidas químicos ou biológicos, deve ser utilizado.
Se por um lado alguns grupos estão preocupados com a perda de eficiência do Bt, pelo surgimento de insetos resistentes, outros estão preocupados com o efeito do Bt sobre insetos não alvos. Um exemplo clássico é o da borboleta monarca, nos Estados Unidos. Um estudo feito em laboratório, por pesquisadores da Universidade de Cornell demonstrou que larvas desta borboleta alimentadas com pólen de milho Bt apresentavam maior mortalidade do que aquelas alimentadas com pólen de milho sem o gene Bt. Este trabalho, publicado na revista Nature em 1999, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, causou grande impacto, e gerou muita polêmica. Embora os próprios autores afirmassem em seu trabalho que a pesquisa não representava as condições naturais de alimentação da lagarta, este trabalho forneceu subsídios para os oponentes das plantas transgênicas para combaterem ainda mais fortemente esta tecnologia. Recentemente foram publicados estudos mais completos, levando em conta os hábitos alimentares da lagarta. Estes novos estudos concluíram que a mortalidade deste inseto, que na fase adulta é uma borboleta ornamental muito bonita, é menor do que 1% em lavouras cultivadas com milho Bt, ou seja, muito menor do que com o uso de inseticidas.
Outra questão importante do ponto de vista ambiental é a possibilidade de transferência dos genes que conferem resistência a herbicidas, para as plantas daninhas, por hibridação natural. Neste caso, poderia ser criada uma superplanta daninha. Esta também é uma questão a ser avaliada pelo órgão que regulamenta as plantas genéticas (CTNBio, no Brasil), antes de liberar uma variedade transgênica para o cultivo. Por exemplo, no Brasil não há relato de nenhuma planta daninha que se tenha hibridado (por cruzamento natural) com a soja. Também no Brasil não existem, em condições naturais, os parentes silvestres do milho. Então praticamente não há risco destas culturas transferirem seus genes para outras espécies. Já no México, que é o centro de origem do milho, existem muitos parentes silvestres do milho, e o uso de milho transgênico neste país deve ser visto com cautela.

      Alguns alimentos transgênicos


  Ø Milho

Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos - amido, glicose - usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.
O milho puro transgênico não é vendido para consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicas são proibidos para consumo - exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.




Ø Óleos de cozinha 

Os óleos extraídos de soja, milho e algodão, os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas - e cujas sementes são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial - chegam às prateleiras com a reputação "manchada" mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. No processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países da UE.




Ø Soja

No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação - que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo (ver acima), mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica). No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas - uma delas também é resistente a insetos.



Ø Mamão papaia 

Os Estados Unidos são o maior importador de papaia do mundo - a maior parte vem do México e não é transgênica. Mas muitos americanos apreciam a papaia local, produzida no Havaí, Flórida e Califórnia. Cerca de 85% da papaia do Havaí, que também é exportada para Canadá, Japão e outros países, vem de uma variedade geneticamente modifica para combater um vírus devastador para a planta. Não é vendida no Brasil, nem na Europa.



Ø Queijo

 Aqui não se trata de um alimento derivado de um OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios, era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos - um procedimento custoso e "cruel". Biotecnólogos modificaram micro-organismos como bactérias, fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que esses micro-organismos são mortos. A quimosina resultante deste processo - e que depois é inserida no soro do queijo - é tida como idêntica à que era extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados por OGMs e está no mercado desde os anos 90. Notem que o queijo, em todo seu processo de produção, só teve contato com a quimosina - que não é um OGM, é um produto de um OGM. Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.


Ø Pães, bolos e biscoitos

Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão, continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades geneticamente modificadas em vista. Mas vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena), óleo e agentes emulsificantes como lecitina. Outros componentes podem derivar de milho transgênico, como glicose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como ácido ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.




       Animais Transgênicos


   Como os animais transgênicos podem contribuir com os humanos, os animais transgênicos estão  sendo muito utilizados para a descoberta e desenvolvimento de tratamentos para várias doenças  humanas. A transgenia  em animais de grande porte pode ser muito importante  para a produção de proteínas, com grande interesse comercial, em grandes escalas.
Os animais auxiliam em pesquisas  que aumentam o conhecimento da biologia humana, e esses conhecimentos melhoram a qualidade de vida humana. Os benefícios  biotecnológicos do uso de animais podem ser divididos em três  grupos no mínimo : Agricultura, medicina e indústria.
  Na agricultura, a transgenia permite a criação  de animais de grande porte com  características que são  muito importantes para o comércio. Existem vacas transgênicas  que produzem mais leite, ou leite com menos lactose ou colesterol, porcos e gado transgênicos com mais carne e ovelhas transgênicas  que produzem mais lã. Muitos esforços  ainda estão sendo feitos para que seja possível produzir animais mais resistentes a doenças, mas para isso, é necessário que seja identificados os genes responsáveis  por essas resistências.
As aplicações  médicas são  várias  e incluem o polêmico  xenotransplante, ou seja, transplante de órgãos  animais para os seres humanos.


       Análise/Conclusão

 Foi analisado e discutido por todas as integrantes do grupo ambos os lados (produtos X consumidores) e podemos concluir que, mesmo as mudanças genéticas sendo benéficas para o aumento da produção e ganho de lucro, por motivos de degradação do meio ambiente e pequenos riscos a saúde humana, o método natural foi o mais aceito.












FONTES:









Acesso: 23 de Abril de 2016

Integrantes:
Gabriela Mathias  Nº 9       2º CD-B
Glórya Maria  Nº 10            2º CD-B
Regiane Medeiros  Nº 23  2º CD-B
Suelen Augusta  nº 24       2º CD-B 








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