quarta-feira, 27 de abril de 2016

Organismos Geneticamente Modificados

COLÉGIO ADÉLIA CAMARGO CORRÊA



                       


                                  


ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS
NOTÍCIAS SOBRE NOVAS DESCOBERTAS
Yasmin Pimentel de Oliveira Nº 30





                                                     Guarujá- SP
                                                           2016




INTRODUÇÃO

           Entende-se por organismo geneticamente modificado (OGM) todo o organismo cujo seu material genético foi manipulado de modo a favorecer alguma característica desejada.  Um OGM não é obrigatoriamente um trangênico. Organismos  transgênicos é um organismo que possui um ou mais genes (uma porção de DNA que codifica uma ou mais proteínas) de outro organismo no seu material genético (DNA/RNA).  Os transgênicos mais comuns são as plantas, nomeadamente o milho e a soja. Uma vez que estas são modificadas de modo a adquirirem uma resistência a um pesticida ou herbicida, com o objetivo de obter um maior rendimento da colheita. A polêmica sobre o uso de espécies vegetais desse tipo é mundial, pois, além de não haver certeza dos benefícios dos OMGs, existem denúncias de riscos a saúde humana e ao meio ambiente causados por seu cultivo ou consumo. Atualmente muitos cientistas se dedicam a pesquisas e experimentações, em laboratórios, com o intuito de encontrar uma comprovação de que os organismos transgênicos causam risco a saúde humana. E são esses estudos e descobertas que serão abordados nesta pesquisa.

  




1 ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS
1.1        NOVA PESQUISA AFIRMA QUE ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS SÃO PREJUDICIAIS AOS MAMÍFEROS.

           A Rússia começou a anual Jornadas de Defesa Contra os Riscos Ambientais a partir do 15 de   abril a 05 de junho com o anúncio de resultados sensacionais de um trabalho independente de pesquisa. Os cientistas provaram que organismos geneticamente modificados são prejudiciais para os mamíferos. Os investigadores descobriram que os animais que comem alimentos GM (geneticamente modificados) perdem a capacidade de se reproduzir.
           Hamsters 'Campbell' que têm uma taxa de reprodução rápida foram alimentados por dois anos com a soja comum, que são amplamente utilizados na agricultura e elas contêm diferentes porcentagens de organismos geneticamente modificados. Outro grupo de hamsters, o grupo controle, foi alimentado com soja pura, que foi encontrado com grande dificuldade na Sérvia, porque 95 por cento da soja no mundo é transgênica.
            No que se diz respeito à experiência realizada em conjunto pela Associação Nacional de Segurança Genética e do Instituto de Problemas Ecológicos e Evolutivos, Dr. Alexei Surov tem a dizer. "Nós selecionamos diversos grupos de hamsters, guardava-os em pares nas celas e demo-lhes comida normal como sempre", diz Alexei Surov. "Nós não acrescentamos nada para um grupo, mas o outro foi alimentado com soja que não continham componentes GM, enquanto o terceiro grupo com algum conteúdo de Organismos Geneticamente Modificados e o quarto com maior quantidade de OGM. Nós monitoramos o seu comportamento e como ganhavam peso e como davam a luz a seus filhotes. Inicialmente, tudo correu bem. No entanto, percebemos um efeito bastante grave quando selecionamos novos pares de seus filhotes e continuamos a alimentá-los como antes. A taxa de crescimento destes foi mais lenta e atingiu a sua maturidade sexual lentamente. Quando tivemos alguns de seus filhotes nós formamos novos pares da terceira geração. Nós não conseguimos obter filhotes desses pares, que foram alimentados com alimentos geneticamente modificados. Ficou provado que estes pares perderam a capacidade de dar à luz seus filhotes", disse Dr. Alexei  Surov. Os cientistas que realizaram o experimento dizem que é demasiado cedo para tirar conclusões mais profundas sobre os riscos à saúde dos OMG. Eles insistem que é necessário a realização de uma pesquisa mais abrangente.

                                



1.2 TRANGÊNICOS CAUSAM ATÉ TRÊS VEZES MAIS CÂNCER EM RATOS, AFIRMA ESTUDO.
           Para fazer a pesquisa de dois anos, 200 ratos foram divididos em grupos e alimentados de maneiras diferentes. Eles seguiram proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos. O primeiro grupo teve 11% de sua dieta composta pelo milho OGM NK603; o segundo comeu também 11% do milho OGM NK603 tratado com Roundup, o herbicida mais usado no mundo; e o terceiro foi alimentado com milho não alterado geneticamente, mas tomava água com doses de Roundup usadas nas plantações. O milho transgênico (NK603) e o herbicida são produtos do grupo americano Monsanto, comercializados em vários países. No Brasil, amostras foram aprovadas em setembro de 2008 pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).
            Segundo o estudo francês, 50% dos machos e 70% das fêmeas dos três grupos morreram prematuramente, contra 30% e 20%, respectivamente, do grupo de controle. Os tumores na pele e nos rins aparecem até 600 dias antes nos machos do que no grupo de controle. No caso das fêmeas, os tumores nas glândulas mamárias aparecem uma média de 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos. A hipófise foi o segundo órgão que mais sofreu alterações prejudiciais no período de testes – é ela quem produz hormônios importantes para o organismo, o que a torna a glândula principal do sistema nervoso.
"Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos produtos", afirmou Seralini, cientista que integra comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em diversos países. "O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM).  A primeira fêmea oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com milho OGM", explica o cientista. "Pela primeira vez no mundo, um transgênico e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias", disse o coordenador do estudo.

Cientistas comparam tumores que apareceram em ratos que comeram milho geneticamente modificado por dois anos.

              
1.3 DESCOBERTA DA EMBRAPA REVOLUCIONA TRANGÊNICOS
           
            Duas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa podem revolucionar a produção de organismos geneticamente modificados. A responsável por ambas, já patenteadas no INPI, é a bióloga Juliana Dantas de Almeida. As pesquisas, feitas com soja, envolvem os chamados "promotores" dos genes, que definem como será a manifestação dos transgênicos na planta. Um desses genes, chamado de "promotor específico", é capaz de limitar somente à folha da planta a presença da proteína transgênica. O segundo, chamado "promotor constitutivo", permite a manifestação da transgenia em toda a planta, mas expressa intensidade menor do que os encontrados hoje no mercado, como por exemplo a soja RR, resistente ao glifosato.
            No caso do "promotor específico", a relevância é restringir a expressão do gene transgênico, já que hoje as plantas modificadas existentes no mercado apresentam genes que agem em todas as partes da planta. A principal vantagem dessa tecnologia, segundo Juliana, é a ausência de transgenia no fruto ou raiz, o que pode ajudar a diminuir a rejeição do consumidor, sobretudo na Europa, aos alimentos transgênicos.

1.4 INJEÇÃO DE BACTÉRIAS GENETICAMENTE MODIFICADAS ATACA TUMORES EM TESTE


            Injetar bactérias geneticamente modificadas num tumor que já resistiu a vários tratamentos não parece a mais lógica das abordagens, mas foi o que fizeram cientistas nos EUA - e com um grau considerável de sucesso.
            O crescimento desordenado dos tumores faz com que, no interior deles, surjam regiões cheias de células com baixo suprimento de oxigênio que, aliás, são resistentes à quimioterapia ou à radioterapia. Surgiu, portanto, a ideia de enviar a bactéria Clostridium novyi a essas áreas, por se tratar de um micróbio anaeróbico, ou seja, que precisa de um ambiente pobre em oxigênio para se multiplicar. Foi isso que levou os cientistas a pensarem nela como arma. Mas havia um problema em questão, essa bactéria possui um gene que normalmente permite que o micróbio produza uma toxina bastante agressiva em pessoas e animais. Para usá-la de forma segura, os cientistas “deletaram” parte do DNA da bactéria (tornando-a bactéria transgênica).
           Feito a modificação, as bactérias foram então injetadas diretamente nos tumores, primeiro em ratos com uma forma artificial e agressiva de câncer cerebral, depois em cães que tinham desenvolvido naturalmente a doença e, finalmente, em uma mulher de 53 anos com um tipo de câncer muscular, já em fase de metástase (espalhamento pelo organismo). Uma vez no organismo, as bactérias foram capazes de “comer” pedaços do tumor e evitar danos aos tecidos saudáveis do paciente.
            A abordagem dobrou a expectativa de vida dos ratos e eliminou ou reduziu bastante o tumor em 40% dos cães. O tumor no ombro da paciente humana também ficou praticamente destruído, sem células viáveis sobreviventes. Os resultados são encorajadores. A pesquisa ainda se encontra na fase 1 dos  testes clínicos, cujo objetivo é verificar apenas se a terapia é segura.
            Como todo tratamento, houve efeitos colaterais em todos os casos, os quais lembram muito uma infecção tradicional: inchaço, dor e febre. Quando a bactéria conclui seu trabalho, os cientistas podem controlá-la com antibióticos tradicionais.
            É preciso levar em conta o fato de que os tumores são muito heterogêneos, então é normal que uma única estratégia não consiga destruí-los totalmente. A bactéria poderia ser uma arma para reduzir o tamanho deles, sendo combinada a outras terapias que atacariam as células tumorais que não estão  sob essa condição de baixo nível de oxigênio. E é cedo para dizer quais tumores seriam mais vulneráveis a ela.


 Clostridium novyi é uma bactéria anaeróbica obrigatória encontrada do solo e em fezes. É altamente patogênico com seres humanos e animais. 


2 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Site:
http://www.quali.pt/noticias/939-nova-pesquisa-afirma-que-alimentos-geneticamente-modificados-sao-prejudiciais-aos-mamiferos
http://www.jcnet.com.br/Ciencias/2014/08/injecao-de-bacterias-geneticamente-modificadas-ataca-tumores-em-teste.html
http://focorural.com/detalhes/e/n/1360/Descoberta_da_Embrapa_revoluciona_transgenicos.html
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/09/19/transgenicos-matam-mais-cedo-e-causam-ate-tres-vezes-mais-cancer-em-ratos-diz-estudo.htm


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