COLÉGIO
ADÉLIA CAMARGO CORRÊA
ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS
NOTÍCIAS SOBRE NOVAS DESCOBERTAS
Yasmin
Pimentel de Oliveira Nº 30
Guarujá- SP
2016
INTRODUÇÃO
Entende-se por organismo
geneticamente modificado (OGM) todo o organismo cujo seu material genético foi
manipulado de modo a favorecer alguma característica desejada. Um OGM não é obrigatoriamente um trangênico.
Organismos transgênicos é um organismo
que possui um ou mais genes (uma porção de DNA que codifica uma ou mais
proteínas) de outro organismo no seu material genético (DNA/RNA). Os transgênicos mais comuns são as plantas,
nomeadamente o milho e a soja. Uma vez que estas são modificadas de modo a
adquirirem uma resistência a um pesticida ou herbicida, com o objetivo de obter
um maior rendimento da colheita. A polêmica sobre o uso de espécies vegetais
desse tipo é mundial, pois, além de não haver certeza dos benefícios dos OMGs,
existem denúncias de riscos a saúde humana e ao meio ambiente causados por seu
cultivo ou consumo. Atualmente muitos cientistas se dedicam a pesquisas e
experimentações, em laboratórios, com o intuito de encontrar uma comprovação de
que os organismos transgênicos causam risco a saúde humana. E são esses estudos
e descobertas que serão abordados nesta pesquisa.
1
ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS
1.1
NOVA PESQUISA
AFIRMA QUE ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS SÃO PREJUDICIAIS AOS MAMÍFEROS.
A Rússia começou a anual Jornadas de
Defesa Contra os Riscos Ambientais a partir do 15 de abril a 05 de junho com o anúncio de
resultados sensacionais de um trabalho independente de pesquisa. Os cientistas
provaram que organismos geneticamente modificados são prejudiciais para os
mamíferos. Os investigadores descobriram que os animais que comem alimentos GM
(geneticamente modificados) perdem a capacidade de se reproduzir.
Hamsters 'Campbell' que têm uma taxa
de reprodução rápida foram alimentados por dois anos com a soja comum, que são
amplamente utilizados na agricultura e elas contêm diferentes porcentagens de
organismos geneticamente modificados. Outro grupo de hamsters, o grupo
controle, foi alimentado com soja pura, que foi encontrado com grande
dificuldade na Sérvia, porque 95 por cento da soja no mundo é transgênica.
No que se diz respeito à
experiência realizada em conjunto pela Associação Nacional de Segurança
Genética e do Instituto de Problemas Ecológicos e Evolutivos, Dr. Alexei Surov
tem a dizer. "Nós selecionamos diversos grupos de hamsters, guardava-os em
pares nas celas e demo-lhes comida normal como sempre", diz Alexei Surov.
"Nós não acrescentamos nada para um grupo, mas o outro foi alimentado com
soja que não continham componentes GM, enquanto o terceiro grupo com algum
conteúdo de Organismos Geneticamente Modificados e o quarto com maior
quantidade de OGM. Nós monitoramos o seu comportamento e como ganhavam peso e
como davam a luz a seus filhotes. Inicialmente, tudo correu bem. No entanto,
percebemos um efeito bastante grave quando selecionamos novos pares de seus
filhotes e continuamos a alimentá-los como antes. A taxa de crescimento destes
foi mais lenta e atingiu a sua maturidade sexual lentamente. Quando tivemos alguns
de seus filhotes nós formamos novos pares da terceira geração. Nós não
conseguimos obter filhotes desses pares, que foram alimentados com alimentos
geneticamente modificados. Ficou provado que estes pares perderam a capacidade
de dar à luz seus filhotes", disse Dr. Alexei Surov. Os cientistas que realizaram o
experimento dizem que é demasiado cedo para tirar conclusões mais profundas
sobre os riscos à saúde dos OMG. Eles insistem que é necessário a realização de
uma pesquisa mais abrangente.
1.2 TRANGÊNICOS
CAUSAM ATÉ TRÊS VEZES MAIS CÂNCER EM RATOS, AFIRMA ESTUDO.
Para fazer a pesquisa de dois anos,
200 ratos foram divididos em grupos e alimentados de maneiras diferentes. Eles
seguiram proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos. O
primeiro grupo teve 11% de sua dieta composta pelo milho OGM NK603; o segundo
comeu também 11% do milho OGM NK603 tratado com Roundup, o herbicida mais usado
no mundo; e o terceiro foi alimentado com milho não alterado geneticamente, mas
tomava água com doses de Roundup usadas nas plantações. O milho transgênico
(NK603) e o herbicida são produtos do grupo americano Monsanto, comercializados
em vários países. No Brasil, amostras foram aprovadas em setembro de 2008 pela
CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).
Segundo o estudo francês, 50% dos
machos e 70% das fêmeas dos três grupos morreram prematuramente, contra 30% e
20%, respectivamente, do grupo de controle. Os tumores na pele e nos rins
aparecem até 600 dias antes nos machos do que no grupo de controle. No caso das
fêmeas, os tumores nas glândulas mamárias aparecem uma média de 94 dias antes
naquelas alimentadas com transgênicos. A hipófise foi o segundo órgão que mais
sofreu alterações prejudiciais no período de testes – é ela quem produz
hormônios importantes para o organismo, o que a torna a glândula principal do
sistema nervoso.
"Os
resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o
consumo dos produtos", afirmou Seralini, cientista que integra comissões
oficiais sobre os alimentos transgênicos em diversos países. "O primeiro
rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se
alimenta com OGM). A primeira fêmea oito
meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos
alimentados com milho OGM", explica o cientista. "Pela primeira vez
no mundo, um transgênico e um pesticida foram estudados por seu impacto na
saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os
governos e as indústrias", disse o coordenador do estudo.
1.3 DESCOBERTA
DA EMBRAPA REVOLUCIONA TRANGÊNICOS
Duas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa
podem revolucionar a produção de organismos geneticamente modificados. A
responsável por ambas, já patenteadas no INPI, é a bióloga Juliana Dantas de
Almeida. As pesquisas, feitas com soja, envolvem os chamados
"promotores" dos genes, que definem como será a manifestação dos transgênicos
na planta. Um desses genes, chamado de "promotor específico", é capaz
de limitar somente à folha da planta a presença da proteína transgênica. O
segundo, chamado "promotor constitutivo", permite a manifestação da
transgenia em toda a planta, mas expressa intensidade menor do que os
encontrados hoje no mercado, como por exemplo a soja RR, resistente ao
glifosato.
No
caso do "promotor específico", a relevância é restringir a expressão
do gene transgênico, já que hoje as plantas modificadas existentes no mercado
apresentam genes que agem em todas as partes da planta. A principal vantagem
dessa tecnologia, segundo Juliana, é a ausência de transgenia no fruto ou raiz,
o que pode ajudar a diminuir a rejeição do consumidor, sobretudo na Europa, aos
alimentos transgênicos.
1.4
INJEÇÃO DE BACTÉRIAS GENETICAMENTE MODIFICADAS ATACA TUMORES EM TESTE
Injetar bactérias geneticamente
modificadas num tumor que já resistiu a vários tratamentos não parece a mais
lógica das abordagens, mas foi o que fizeram cientistas nos EUA - e com um grau
considerável de sucesso.
O
crescimento desordenado dos tumores faz com que, no interior deles, surjam
regiões cheias de células com baixo suprimento de oxigênio que, aliás, são
resistentes à quimioterapia ou à radioterapia. Surgiu, portanto, a ideia de
enviar a bactéria Clostridium novyi a essas áreas, por se tratar de um micróbio
anaeróbico, ou seja, que precisa de um ambiente pobre em oxigênio para se
multiplicar. Foi isso que levou os cientistas a pensarem nela como arma. Mas
havia um problema em questão, essa bactéria possui um gene que normalmente
permite que o micróbio produza uma toxina bastante agressiva em pessoas e
animais. Para usá-la de forma segura, os cientistas “deletaram” parte do DNA da
bactéria (tornando-a bactéria transgênica).
Feito a modificação, as bactérias
foram então injetadas diretamente nos tumores, primeiro em ratos com uma forma
artificial e agressiva de câncer cerebral, depois em cães que tinham desenvolvido
naturalmente a doença e, finalmente, em uma mulher de 53 anos com um tipo de
câncer muscular, já em fase de metástase (espalhamento pelo organismo). Uma vez
no organismo, as bactérias foram capazes de “comer” pedaços do tumor e evitar
danos aos tecidos saudáveis do paciente.
A abordagem dobrou a expectativa de
vida dos ratos e eliminou ou reduziu bastante o tumor em 40% dos cães. O tumor
no ombro da paciente humana também ficou praticamente destruído, sem células
viáveis sobreviventes. Os resultados são encorajadores. A pesquisa ainda se
encontra na fase 1 dos testes clínicos,
cujo objetivo é verificar apenas se a terapia é segura.
Como todo tratamento, houve efeitos
colaterais em todos os casos, os quais lembram muito uma infecção tradicional:
inchaço, dor e febre. Quando a bactéria conclui seu trabalho, os cientistas
podem controlá-la com antibióticos tradicionais.
É preciso levar em conta o fato de
que os tumores são muito heterogêneos, então é normal que uma única estratégia
não consiga destruí-los totalmente. A bactéria poderia ser uma arma para
reduzir o tamanho deles, sendo combinada a outras terapias que atacariam as
células tumorais que não estão sob essa
condição de baixo nível de oxigênio. E é cedo para dizer quais tumores seriam
mais vulneráveis a ela.
Clostridium novyi é uma bactéria
anaeróbica obrigatória encontrada do solo e em fezes. É altamente patogênico com seres
humanos e animais.
2 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Site:
http://www.quali.pt/noticias/939-nova-pesquisa-afirma-que-alimentos-geneticamente-modificados-sao-prejudiciais-aos-mamiferos
http://www.jcnet.com.br/Ciencias/2014/08/injecao-de-bacterias-geneticamente-modificadas-ataca-tumores-em-teste.html
http://focorural.com/detalhes/e/n/1360/Descoberta_da_Embrapa_revoluciona_transgenicos.html
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/09/19/transgenicos-matam-mais-cedo-e-causam-ate-tres-vezes-mais-cancer-em-ratos-diz-estudo.htm



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